não quero ir pra faculdade. nenhuma. quer dizer, até quero, mas muito mais pra fazer amigos e ser convidada para festas do que qualquer outra coisa. acho ridicula essa imposição de VOCÊ TEM QUE IR PRA FACULDADE. mesmo por que, eu até adoraria ser professora, mas eu sei porque eu sei porque eu sei que vou ser bem mais feliz sendo do na de um bar. eu sei disso. é isso que eu quero. já entendi que para conseguir dinheiro/emprestimo para começar o meu bar eu vou ter que ter um emprego fixo, bom, assinado. e pra isso eu meio que tenho que fazer faculdade. mas eu acho isso um desvio desnecessário e chato. a verdade é que eu sempre tive tanta certeza que queria ser professora de história que quando eu me dei conta que odeio história fiquei mais perdida do que os caras da ilha de lost. se bem que as vezes me ocorre que talvez não seja a história que eu odeie, talvez seja apenas a vida academica, na verdade.
de fato, me sinto caindo fatalmente numa espiral que vai me fazer me sentir pior do que já me sinto ao começar mais um curso. me dá a nitida impressão que eu odeio tanto ir pra faculdade que eu vou acabar pegando odio de mais uma opção, a pedagogia. e aí eu vou pra psicologia. e aí eu vou pra letras. e aí eu vou pra midialogia. e assim será até eu ter 30 anos e ter prestado 40 vestibulares, e vamos combinar que apesar de eu não gostar nem um pouco de ser universitária, ser vestibulanda não fica atrás na escala de ódio.
eu gosto de escrever. só isso. e quero ter um bar rock'n'roll, com tantas opções de cerveja, comida e drinks e uma decoração tipo a do Pub Square, mas com o clima camarada e não-precisa-usar-salto-mas-quem-quiser-usa do Primo's, o atendimento do Osteria, a música boa do Woodstock e a cerveja barata do Nosso Café. é pedir demais?? talvez seja.
eu já tenho na minha mente como vai ser o cardápio, a cor das paredes, o nome dos drinks(e sim, terá o mundialmente famoso Cólera do Dragão!), os clientes e até mesmo o lugar que ele será.
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life-changing decisions made
ainda estou assustada. mas assim é.
de qualquer forma, hoje ouvi do meu pai: 'não tenho como tomar nenhuma decisão agora, porque não sei o que vai acontecer esse ano'. agora ouço minha mãe e minha irmã conversando. bia diz: 'não posso garantir nada, nem sei onde vou estar esse ano!' mamãe responde: 'é verdade... com todas essas incertezas, é impossível decidir nada.'
minha mãe passou no vestibulinho para curso técnico em edificações, trabalha para a prefeitura. mas eu, meu pai e minha irmã estamos loucos. a bia não sabe se passou na usp nem na unesp, se vai para rio claro, pra são paulo ou vai ficar em americana. eu não sei se passei na unicamp, se vou para a fam ou se vou passar na unisal. meu pai não sabe quando o dono do apartamento que ele mora vai vender o apartamento, e por isso nem pode instalar internet lá. nem sabe onde vai morar ano que vem. não sabe se vai passar no concurso e vai pra pernambuco.
ninguém sabe de nada.
é estranho justo nesse momento eu resolver tomar a decisão que tomei, mas me ocorreu que é agora ou nunca. ainda acho a idéiameio idiota, meio impossível e meio complicada, tanto que não contei pra ninguém, só pra minha mãe e pro allan, porque eu sinto que todo mundo vai rir de mim e/ou me julgar, e isso é muito sério. prefiro que a idéia esteja num estágio profundamente enraizado na minha mente antes de me expor a
contra-argumentos. sei lá.
mas, anyway, continuo achando, do alto da minha urgência e drama pós-adolescente, que esse é o único jeito de eu ser feliz.
de qualquer forma, hoje ouvi do meu pai: 'não tenho como tomar nenhuma decisão agora, porque não sei o que vai acontecer esse ano'. agora ouço minha mãe e minha irmã conversando. bia diz: 'não posso garantir nada, nem sei onde vou estar esse ano!' mamãe responde: 'é verdade... com todas essas incertezas, é impossível decidir nada.'
minha mãe passou no vestibulinho para curso técnico em edificações, trabalha para a prefeitura. mas eu, meu pai e minha irmã estamos loucos. a bia não sabe se passou na usp nem na unesp, se vai para rio claro, pra são paulo ou vai ficar em americana. eu não sei se passei na unicamp, se vou para a fam ou se vou passar na unisal. meu pai não sabe quando o dono do apartamento que ele mora vai vender o apartamento, e por isso nem pode instalar internet lá. nem sabe onde vai morar ano que vem. não sabe se vai passar no concurso e vai pra pernambuco.
ninguém sabe de nada.
é estranho justo nesse momento eu resolver tomar a decisão que tomei, mas me ocorreu que é agora ou nunca. ainda acho a idéiameio idiota, meio impossível e meio complicada, tanto que não contei pra ninguém, só pra minha mãe e pro allan, porque eu sinto que todo mundo vai rir de mim e/ou me julgar, e isso é muito sério. prefiro que a idéia esteja num estágio profundamente enraizado na minha mente antes de me expor a
contra-argumentos. sei lá.
mas, anyway, continuo achando, do alto da minha urgência e drama pós-adolescente, que esse é o único jeito de eu ser feliz.
e de repente eu percebo que a resposta pode sim estar ao meu alcance.
a mágoa não faz sentido.
e talvez amadurecimento seja isso. porque eu fiquei dois anos lutando para não odiar(coloco em itálico porque a palavra é muito forte e não é muito exata) duas pessoas.
e eu sabia: é só não odiar. sua vida VAI pra frente. assim que você largar desses dois baús te arrastando pra trás. mas e o know how? isso eu não tinha.
mas há algum tempo, e eu não posso precisar de mês, nem de semana e muito menos de dia, eu tenho percebido que não era ódio. nunca foi ódio. por nenhuma das duas.
pela primeira, era inveja. eu não tenho realmente medo de admitir. era medo e inveja. e um pouco de despeito. e uma outra coisa que eu ainda não consigo definir, que não é de maneira nenhuma desapontamento, mas me fazia pensar: 'como é que você pode fazer essas coisas?? eu não mereço respeito??? tudo o que eu quero é respeito!'
mas hoje eu sei a resposta, e, citando de um filme, é essa: 'i can't spend my intire life being jelous of you. i can't and i DON'T have to. because he's got you on a pedestal and me in his arms.'.
então é isso. é comigo que ele vai pra casa. beijos. não tenho porque me descabelar a toa. porque ele é o homem que eu amo, e eu sou a mulher que ele ama.
pela segunda, era decepção. a maior decepção que eu já senti. porque a raiva me cegou de tal forma, que além de eu ver 100000 de vezes pior cada coisa ruim ou errada que ela fazia, eu totalmente apaguei da minha mente qualquer coisa boa que ela pudesse ter feito, ou sido.
mas a vida é assim. a gente se decepciona. eu nem posso afirmar com certeza o numero de pessoas que eu já magoei. e ninguém é perfeito. e se eu vou ser tão indulgente com os meus erros, não há mal em ser com o dos outros. eu luto dia a dia para ser cada dia menos hipócrita, juro que luto.
então acabou.
a mágoa não faz sentido.
e talvez amadurecimento seja isso. porque eu fiquei dois anos lutando para não odiar(coloco em itálico porque a palavra é muito forte e não é muito exata) duas pessoas.
e eu sabia: é só não odiar. sua vida VAI pra frente. assim que você largar desses dois baús te arrastando pra trás. mas e o know how? isso eu não tinha.
mas há algum tempo, e eu não posso precisar de mês, nem de semana e muito menos de dia, eu tenho percebido que não era ódio. nunca foi ódio. por nenhuma das duas.
pela primeira, era inveja. eu não tenho realmente medo de admitir. era medo e inveja. e um pouco de despeito. e uma outra coisa que eu ainda não consigo definir, que não é de maneira nenhuma desapontamento, mas me fazia pensar: 'como é que você pode fazer essas coisas?? eu não mereço respeito??? tudo o que eu quero é respeito!'
mas hoje eu sei a resposta, e, citando de um filme, é essa: 'i can't spend my intire life being jelous of you. i can't and i DON'T have to. because he's got you on a pedestal and me in his arms.'.
então é isso. é comigo que ele vai pra casa. beijos. não tenho porque me descabelar a toa. porque ele é o homem que eu amo, e eu sou a mulher que ele ama.
pela segunda, era decepção. a maior decepção que eu já senti. porque a raiva me cegou de tal forma, que além de eu ver 100000 de vezes pior cada coisa ruim ou errada que ela fazia, eu totalmente apaguei da minha mente qualquer coisa boa que ela pudesse ter feito, ou sido.
mas a vida é assim. a gente se decepciona. eu nem posso afirmar com certeza o numero de pessoas que eu já magoei. e ninguém é perfeito. e se eu vou ser tão indulgente com os meus erros, não há mal em ser com o dos outros. eu luto dia a dia para ser cada dia menos hipócrita, juro que luto.
então acabou.
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