sempre que venho postar aqui eu tento fazer com que fique ao menos interessante. não se enganem, eu tento. hoje nem vou tentar, porque eu simplesmente TENHO que contar algo super triste que aconteceu comigo sexta a noite, por mais 0,00000 interesse que isso tenha na vida de NO ONE.
minha irmã está morando em São Paulo. meu pai foi viajar com os amigos dele para o Rio e minha mãe foi sair baladear com as amigas dela (hm, meus pais pós-separação estão super modernetes e pra-frentex).
fiquei sozinha, e o que se faz quando se está sozinha em casa numa sexta a noite???
( ) dá-se uma festa
( ) dança-se pelada
( ) fica-se super bêbada
( ) chama-se alguém pra vir te comer
(x) joga-se video game por 7 horas seguidas
e foi isso que eu fiz. venho jogando Paper Mario 64 há 6 meses agora e a coisa tá trash. são 8 capítulos, 8 bosses, 8 fases coma Peach e 8 Star Spirits para recuperar, em suma (são muito mais objetivos, actually), dos quais só havia completado 4. EM SEIS MESES. USANDO CHEATS.
tentei usar a solidão e o silêncio para me concentrar, porque como eu disse por aí semana passada, eu não quero me divertir, eu quero ganhar.
o resultado foi devastador. consegui fechar um capítulo, matar um boss, recuperar uma star spirit e tinha acabaaado de terminar a fase coma Peach(que segue todos os End of Chapter) quando o emulador pifou. pifou. puff.
fiquei louca da vida. louca, desvairada. porque o emulador vem dando problema há dois meses e ele não salva sozinho. sempre tenho que apertar o F5 pra salvar e o F7 pra continuar. e eu não tinha a menor idéia de quando tinha sido a ultima vez que eu tinha salvado. fui avaliar o dano e abri o emulador de novo.
apertei F7 e lá estava: eu tinha salvo no meio do capítulo!!! não tinha nem passado do chefe!!!!!!!!! OMG
fiquei putíssima. resolvi ver se o emulador estava funcionando direito e tinha salvado sozinho.
quando abro, o jogo está no começo da fase da Peach. eu penso: 'nossa, pelo menos isso --' e aperto F5. quando vou continuar a jogar...
A FASE DA PEACH SALVA ERA DO CAPITULO TREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEÊS.
terei que fazer dois capitulos de novo, coisa que me levou 3 meses pra fazer da primeira vez, beijos.
um daqueles dias
hoje é um daqueles dias que eu não estou a fim de escrever sobre nada em particular. digo 'um daqueles' porque eles acontecem com frequencia, mas nem sempre viram posts.
ultimamente tenho tido uma bruta dificuldade de postar porque ficar na internet de madrugada virou uma coisa possível, graças ao recém adquirido roteador; e sendo assim, estar na internet de dia perde o sentido e digitar fica complicado. eu digito muito rápido e muito barulhentamente. e meu pai, que além de roncar não consegue dormir de porta fechada, acorda com o barulho e me ameaça de diversas formas.
estive refletindo sobre um fenômeno que acometeu a minha vida - justamente aquele que me fez criar esse blog: eu não escrevo mais.
ano passado não mantive agenda ou diário, larguei o fotolog, parei de escrever cartas. o resultado disso é que se alguém que se interessa muito pela minha vida ler relatos que eu guardo sobre minha vida não-tão-recente-assim, não me reconheceria de maneira alguma. a diferença entre a nádia de 2008 e a nádia de 2001 é bruta. pode ser que seja algo natural, que ocorre em alguém dos 18 aos 21, mas eu estou falando de algo muito... profundo. e é triste saber que eu não mantive nenhum tipo de registro sobre a metamorfose. ainda que não seja nada tão kafkaniano assim, não deixa de ser mudança, e alguém que não vai lá com as caras dessas abomináveis alterações de estado, modelo ou situação só pode dizer: pimenta nos olhos dos outros é refresco.
o fato é: nunca fui pessoa das mais populares, mas se é que alguém mantem guardado algum esboço ou traço da minha personalidade na memória, 7 entre 10 pessoas dirá: 'ela é extrovertida, expansiva, engraçadona, agregadora de pessoas!'
não sou mais. nada disso.
bia me diz que eu sou sim, eu estou só insegura de me mostrar tão descaradamente para os outros. mas o fato é que ser rotulada como tudo isso - e mais uma porção de coisas que eu não vou dizer para não parecer arrogância - priiincipalmente pela minha família, destruiu com a minha segurança. parece que eu nunca, jamais, em tempo algum vou conseguir corresponder a nada disso; e me ver falhando tanto e decepcionando tanto me colocou dentro de uma bolha.
não gosto disso. e estou triste.
ultimamente tenho tido uma bruta dificuldade de postar porque ficar na internet de madrugada virou uma coisa possível, graças ao recém adquirido roteador; e sendo assim, estar na internet de dia perde o sentido e digitar fica complicado. eu digito muito rápido e muito barulhentamente. e meu pai, que além de roncar não consegue dormir de porta fechada, acorda com o barulho e me ameaça de diversas formas.
estive refletindo sobre um fenômeno que acometeu a minha vida - justamente aquele que me fez criar esse blog: eu não escrevo mais.
ano passado não mantive agenda ou diário, larguei o fotolog, parei de escrever cartas. o resultado disso é que se alguém que se interessa muito pela minha vida ler relatos que eu guardo sobre minha vida não-tão-recente-assim, não me reconheceria de maneira alguma. a diferença entre a nádia de 2008 e a nádia de 2001 é bruta. pode ser que seja algo natural, que ocorre em alguém dos 18 aos 21, mas eu estou falando de algo muito... profundo. e é triste saber que eu não mantive nenhum tipo de registro sobre a metamorfose. ainda que não seja nada tão kafkaniano assim, não deixa de ser mudança, e alguém que não vai lá com as caras dessas abomináveis alterações de estado, modelo ou situação só pode dizer: pimenta nos olhos dos outros é refresco.
o fato é: nunca fui pessoa das mais populares, mas se é que alguém mantem guardado algum esboço ou traço da minha personalidade na memória, 7 entre 10 pessoas dirá: 'ela é extrovertida, expansiva, engraçadona, agregadora de pessoas!'
não sou mais. nada disso.
bia me diz que eu sou sim, eu estou só insegura de me mostrar tão descaradamente para os outros. mas o fato é que ser rotulada como tudo isso - e mais uma porção de coisas que eu não vou dizer para não parecer arrogância - priiincipalmente pela minha família, destruiu com a minha segurança. parece que eu nunca, jamais, em tempo algum vou conseguir corresponder a nada disso; e me ver falhando tanto e decepcionando tanto me colocou dentro de uma bolha.
não gosto disso. e estou triste.
esses tempos atrás postei sobre me sentir abandonada. continuo me sentindo assim, com a única diferença de que agora entendi o porquê, e não foi nada agradável.
andei lendo o velho e gasto Charles Dicken's David Copperfield que meu amigo Ted me emprestou em 2006, e aí ele fugiu pra China e eu não tive tempo de devolver. eu acho ótimo, esse livro aí. primeiro porque eu sou apaixonada pela ambientação dele, a Inglaterra de trocentos anos atrás, com diligências e xelins e botas apertadas e colégio internos e afins. segundo porque o Charles Dickens escreve de um jeito apaixonante. terceiro porque eu tenho muita dó desse menino, e ao mesmo tempo rola uma indentificação.
por exemplo: logo que a mãe dele morre e ele vai morar em Londres com apenas 10 anos, trabalhar no lance do padrasto dele, o coitado se fode infinitamente. vai morar com uma família muito boa, mas muito muito pobre, um esquema meio Weasley. vive nas casas de penhores, vira e mexe não tem o que comer. aí o Micawber são presos, e ele vai visita-los na cadeia. ou seja, uma rotina nada certa pra um guri de 10 anos. então ele foge a pé, de Londres até Donver, dormindo no relento e vendendo suas roupas pelo caminho pra comprar comida (ainda bem que naquela época um jogo de strip poker deveria levar hoooras, tamanha era a quantidade de peças de roupa que aquele povo usava). okay. depois ele encontra redenção, casa, comida, e volta pro colégio. só que quando ele chega lá, ele não fala com ninguém, porque tem medo que qualquer coisa no jeito de ele falar ou no tipo dele denuncie pra'queles meninos ricos e bem criados os lugares por onde ele já esteve. ele tem medo de se abrir, se mostrar, e as pessoas depreciarem ele, não entenderem, sei lá. ele tem medo de sofrer mais.
pois bem. com isso eu me indentifico. eu comecei a faculdade há uma semana, e eu ainda tenho muito medo de falar com as meninas com as quais eu ando. muito muito medo. primeiro porque todas as coisas que eu passei nos ultimos dois anos me fez ver quão chata e desinteressante eu sou. depois porque quando eu estava no objetivo, eu tentei fazer amizade com várias pessoas, e tudo o que eu recebi foi desprezo e chacota. realmente enfiaram na minha cabeça que eu sou estranha.
mas pense comigo, leitor-que-provavelmente-não-existe: eu sou necessariamente estranha só por ter um namorado há dois anos e não ter interesse nenhum em garotos e pegadas e sair pra balada pra pegar geral ou fazer chapinha compulsivamente pra agradar possiveis candidatos/por não me sentir confortavel do jeito que eu sou e me preocupar com cada peça de roupa que eu visto e coisas do tipo? eu não estou dizendo que todas as outras pessoas são assim, mas foi só isso que eu encontrei no objetivo. eu não gosto de ir pra balada. eu detesto ficar de pé a noite inteira em um lugar com um som ensurdecedor que não permite que a gente converse. só que assim, eu faço isso. pelos meus amigos eu faço, e faço com prazer e com sorriso. só que daí a ir e ficar num canto sozinha porque cada um tá atrás de um broto pra si, enche o saco depois de um tempo.
e outra: eu sou estranha porque não uso msn? porque prefiro jogar video game do que conversar com gente que eu mal conheço pra tentar criar vínculos forçados? aliás, eu sou estranha por ter vinte anos de idade e jogar videogame o tempo inteiro e ouvir jazz? ou por não usar maquiagem? ou por ter um senso de humor 'peculiar' e rir de coisas que ne todo mundo ri? ou por ser infantil e detestar ser adulta, mesmo que tenha várias pessoas que nem ao menos pagam suas contas e que a mamãe dá o dinheiro da balada e que gostam de ficar posando de adultona? ou por querer ir pra balada de jeans e camisa xadrez que eu sei que é tosca mas é confortável? e por gostar de falar de coisas non-sense? CARA, eu juro, ju-ro, eu prefiro ser assim e as pessoas terem vergonha de me convidar pra sair com seus amigos do que fingir ser uma pessoa que eu não sou.
até porque demorou, mas eu saquei: eu. não. sou. estranha.
você que é.
andei lendo o velho e gasto Charles Dicken's David Copperfield que meu amigo Ted me emprestou em 2006, e aí ele fugiu pra China e eu não tive tempo de devolver. eu acho ótimo, esse livro aí. primeiro porque eu sou apaixonada pela ambientação dele, a Inglaterra de trocentos anos atrás, com diligências e xelins e botas apertadas e colégio internos e afins. segundo porque o Charles Dickens escreve de um jeito apaixonante. terceiro porque eu tenho muita dó desse menino, e ao mesmo tempo rola uma indentificação.
por exemplo: logo que a mãe dele morre e ele vai morar em Londres com apenas 10 anos, trabalhar no lance do padrasto dele, o coitado se fode infinitamente. vai morar com uma família muito boa, mas muito muito pobre, um esquema meio Weasley. vive nas casas de penhores, vira e mexe não tem o que comer. aí o Micawber são presos, e ele vai visita-los na cadeia. ou seja, uma rotina nada certa pra um guri de 10 anos. então ele foge a pé, de Londres até Donver, dormindo no relento e vendendo suas roupas pelo caminho pra comprar comida (ainda bem que naquela época um jogo de strip poker deveria levar hoooras, tamanha era a quantidade de peças de roupa que aquele povo usava). okay. depois ele encontra redenção, casa, comida, e volta pro colégio. só que quando ele chega lá, ele não fala com ninguém, porque tem medo que qualquer coisa no jeito de ele falar ou no tipo dele denuncie pra'queles meninos ricos e bem criados os lugares por onde ele já esteve. ele tem medo de se abrir, se mostrar, e as pessoas depreciarem ele, não entenderem, sei lá. ele tem medo de sofrer mais.
pois bem. com isso eu me indentifico. eu comecei a faculdade há uma semana, e eu ainda tenho muito medo de falar com as meninas com as quais eu ando. muito muito medo. primeiro porque todas as coisas que eu passei nos ultimos dois anos me fez ver quão chata e desinteressante eu sou. depois porque quando eu estava no objetivo, eu tentei fazer amizade com várias pessoas, e tudo o que eu recebi foi desprezo e chacota. realmente enfiaram na minha cabeça que eu sou estranha.
mas pense comigo, leitor-que-provavelmente-não-existe: eu sou necessariamente estranha só por ter um namorado há dois anos e não ter interesse nenhum em garotos e pegadas e sair pra balada pra pegar geral ou fazer chapinha compulsivamente pra agradar possiveis candidatos/por não me sentir confortavel do jeito que eu sou e me preocupar com cada peça de roupa que eu visto e coisas do tipo? eu não estou dizendo que todas as outras pessoas são assim, mas foi só isso que eu encontrei no objetivo. eu não gosto de ir pra balada. eu detesto ficar de pé a noite inteira em um lugar com um som ensurdecedor que não permite que a gente converse. só que assim, eu faço isso. pelos meus amigos eu faço, e faço com prazer e com sorriso. só que daí a ir e ficar num canto sozinha porque cada um tá atrás de um broto pra si, enche o saco depois de um tempo.
e outra: eu sou estranha porque não uso msn? porque prefiro jogar video game do que conversar com gente que eu mal conheço pra tentar criar vínculos forçados? aliás, eu sou estranha por ter vinte anos de idade e jogar videogame o tempo inteiro e ouvir jazz? ou por não usar maquiagem? ou por ter um senso de humor 'peculiar' e rir de coisas que ne todo mundo ri? ou por ser infantil e detestar ser adulta, mesmo que tenha várias pessoas que nem ao menos pagam suas contas e que a mamãe dá o dinheiro da balada e que gostam de ficar posando de adultona? ou por querer ir pra balada de jeans e camisa xadrez que eu sei que é tosca mas é confortável? e por gostar de falar de coisas non-sense? CARA, eu juro, ju-ro, eu prefiro ser assim e as pessoas terem vergonha de me convidar pra sair com seus amigos do que fingir ser uma pessoa que eu não sou.
até porque demorou, mas eu saquei: eu. não. sou. estranha.
você que é.
não quero ir pra faculdade. nenhuma. quer dizer, até quero, mas muito mais pra fazer amigos e ser convidada para festas do que qualquer outra coisa. acho ridicula essa imposição de VOCÊ TEM QUE IR PRA FACULDADE. mesmo por que, eu até adoraria ser professora, mas eu sei porque eu sei porque eu sei que vou ser bem mais feliz sendo do na de um bar. eu sei disso. é isso que eu quero. já entendi que para conseguir dinheiro/emprestimo para começar o meu bar eu vou ter que ter um emprego fixo, bom, assinado. e pra isso eu meio que tenho que fazer faculdade. mas eu acho isso um desvio desnecessário e chato. a verdade é que eu sempre tive tanta certeza que queria ser professora de história que quando eu me dei conta que odeio história fiquei mais perdida do que os caras da ilha de lost. se bem que as vezes me ocorre que talvez não seja a história que eu odeie, talvez seja apenas a vida academica, na verdade.
de fato, me sinto caindo fatalmente numa espiral que vai me fazer me sentir pior do que já me sinto ao começar mais um curso. me dá a nitida impressão que eu odeio tanto ir pra faculdade que eu vou acabar pegando odio de mais uma opção, a pedagogia. e aí eu vou pra psicologia. e aí eu vou pra letras. e aí eu vou pra midialogia. e assim será até eu ter 30 anos e ter prestado 40 vestibulares, e vamos combinar que apesar de eu não gostar nem um pouco de ser universitária, ser vestibulanda não fica atrás na escala de ódio.
eu gosto de escrever. só isso. e quero ter um bar rock'n'roll, com tantas opções de cerveja, comida e drinks e uma decoração tipo a do Pub Square, mas com o clima camarada e não-precisa-usar-salto-mas-quem-quiser-usa do Primo's, o atendimento do Osteria, a música boa do Woodstock e a cerveja barata do Nosso Café. é pedir demais?? talvez seja.
eu já tenho na minha mente como vai ser o cardápio, a cor das paredes, o nome dos drinks(e sim, terá o mundialmente famoso Cólera do Dragão!), os clientes e até mesmo o lugar que ele será.
de fato, me sinto caindo fatalmente numa espiral que vai me fazer me sentir pior do que já me sinto ao começar mais um curso. me dá a nitida impressão que eu odeio tanto ir pra faculdade que eu vou acabar pegando odio de mais uma opção, a pedagogia. e aí eu vou pra psicologia. e aí eu vou pra letras. e aí eu vou pra midialogia. e assim será até eu ter 30 anos e ter prestado 40 vestibulares, e vamos combinar que apesar de eu não gostar nem um pouco de ser universitária, ser vestibulanda não fica atrás na escala de ódio.
eu gosto de escrever. só isso. e quero ter um bar rock'n'roll, com tantas opções de cerveja, comida e drinks e uma decoração tipo a do Pub Square, mas com o clima camarada e não-precisa-usar-salto-mas-quem-quiser-usa do Primo's, o atendimento do Osteria, a música boa do Woodstock e a cerveja barata do Nosso Café. é pedir demais?? talvez seja.
eu já tenho na minha mente como vai ser o cardápio, a cor das paredes, o nome dos drinks(e sim, terá o mundialmente famoso Cólera do Dragão!), os clientes e até mesmo o lugar que ele será.
life-changing decisions made
ainda estou assustada. mas assim é.
de qualquer forma, hoje ouvi do meu pai: 'não tenho como tomar nenhuma decisão agora, porque não sei o que vai acontecer esse ano'. agora ouço minha mãe e minha irmã conversando. bia diz: 'não posso garantir nada, nem sei onde vou estar esse ano!' mamãe responde: 'é verdade... com todas essas incertezas, é impossível decidir nada.'
minha mãe passou no vestibulinho para curso técnico em edificações, trabalha para a prefeitura. mas eu, meu pai e minha irmã estamos loucos. a bia não sabe se passou na usp nem na unesp, se vai para rio claro, pra são paulo ou vai ficar em americana. eu não sei se passei na unicamp, se vou para a fam ou se vou passar na unisal. meu pai não sabe quando o dono do apartamento que ele mora vai vender o apartamento, e por isso nem pode instalar internet lá. nem sabe onde vai morar ano que vem. não sabe se vai passar no concurso e vai pra pernambuco.
ninguém sabe de nada.
é estranho justo nesse momento eu resolver tomar a decisão que tomei, mas me ocorreu que é agora ou nunca. ainda acho a idéiameio idiota, meio impossível e meio complicada, tanto que não contei pra ninguém, só pra minha mãe e pro allan, porque eu sinto que todo mundo vai rir de mim e/ou me julgar, e isso é muito sério. prefiro que a idéia esteja num estágio profundamente enraizado na minha mente antes de me expor a
contra-argumentos. sei lá.
mas, anyway, continuo achando, do alto da minha urgência e drama pós-adolescente, que esse é o único jeito de eu ser feliz.
de qualquer forma, hoje ouvi do meu pai: 'não tenho como tomar nenhuma decisão agora, porque não sei o que vai acontecer esse ano'. agora ouço minha mãe e minha irmã conversando. bia diz: 'não posso garantir nada, nem sei onde vou estar esse ano!' mamãe responde: 'é verdade... com todas essas incertezas, é impossível decidir nada.'
minha mãe passou no vestibulinho para curso técnico em edificações, trabalha para a prefeitura. mas eu, meu pai e minha irmã estamos loucos. a bia não sabe se passou na usp nem na unesp, se vai para rio claro, pra são paulo ou vai ficar em americana. eu não sei se passei na unicamp, se vou para a fam ou se vou passar na unisal. meu pai não sabe quando o dono do apartamento que ele mora vai vender o apartamento, e por isso nem pode instalar internet lá. nem sabe onde vai morar ano que vem. não sabe se vai passar no concurso e vai pra pernambuco.
ninguém sabe de nada.
é estranho justo nesse momento eu resolver tomar a decisão que tomei, mas me ocorreu que é agora ou nunca. ainda acho a idéiameio idiota, meio impossível e meio complicada, tanto que não contei pra ninguém, só pra minha mãe e pro allan, porque eu sinto que todo mundo vai rir de mim e/ou me julgar, e isso é muito sério. prefiro que a idéia esteja num estágio profundamente enraizado na minha mente antes de me expor a
contra-argumentos. sei lá.
mas, anyway, continuo achando, do alto da minha urgência e drama pós-adolescente, que esse é o único jeito de eu ser feliz.
Retrospectiva
tentei fazer uma retrospectiva de 2010. falhei miseravelmente. me surpreendi ao perceber que fazer uma retrospectiva da minha vida inteira seria mais fácil. então fiz. 20 anos.
em 1990 nasci. em 1991 aprendi a falar e a andar. em 1991 ganhei uma irmãzinha. em 1993 fui para a escola pela primeira vez, por 2 dias. em 1995 fui para a escola pela segunda vez, por 13 anos. em 1996 tive minha primeira paixãozinha. em 1996 aprendi a ler e escrever. em 1998 li meu primeiro livro, A Mina de Ouro, da Maria Jose Dupre. em 1998 mudei de casa pela primeira vez. em 1998 apareci no programa da Eliana. em 1999 minha avó morreu, na noite de natal. em 2000 mudei de escola pela primeira vez, fui estudar em uma escola pública. em 2001 mudei de escola pela segunda vez, fui estudar em uma escola particular. em 2001 meu avô morreu, no dia em que eu tinha prova de informática. em 2002 ouvi Beatles pela primeira vez. em 2002 fiz amigos pela primeira vez. em 2002 tive minha primeira paixãozona. em 2002 comecei a cantar no coral da escola. em 2003 mudei de escola pela terceira vez. em 2004 comecei a jogar handball. em 2005 ganheimeu primeiro computador. em 2005 mudei da escola pela quarta vez, e foi uma das melhores coisas que já aconteceu nessa minha vida. em 2005 tomei a minha primeira dose de bebida alcoolica. em 2005 conheci minha melhor amiga. em 2005 tirei minha primeira nota vermelha. em 2005 larguei do coral. em 2005 cabulei aula pela primeira vez. em 2005 dei um beijo ao som de Lithium, Nirvana. em 2005 repeti de ano. em 2006 fui para balada pela primeira vez, com aqueles amigos que eu fiz em 2002. em 2006 vi Itapeva pela primeira vez. em 2006 'conheci' meu melhor amigo. em 2007 mudei de cidade pela primeira vez. em 2007 mudei de escola pela quarta vez. em 2007 me tornei uma Maria. em 2007 comecei a fazer Edificações. em 2007 passei meu primeiro reveillon com as Marias. em 2008 fiquei amiga da minha irmã. em 2008 tomei meu primeiro porre homerico. em 2008 eu era da começão de formatura e organizei uma festa para 300 pessoas em uma semana. em 2008 eu me apaixonei. e sofri a decepção amorosa mais ridicula da minha vida. e fiquei de coração partido três vezes mais tempo do que fui apaixonada. em 2008 larguei Edificações. em 2008 fui pela primeira vez ao Primo's. de muitas. em 2008 comecei a fumar. em 2008 fiquei com um cara por quem eu fui apaixonada um ano.em 2008 quebrei o coccix e a cara. em 2008 perdi a virgindade. em 2008 tive meu primeiro namorado sério. em 2008 terminei a escola. em 2008 tive um DIA 20. em 2008 terminei com meu primeiro namorado pela primeira vez. em 2008 passei meu segundo reveillon com as Marias. resumindo, em 2008 dancei até a hora que a banda parou, bebi até a hora que a cerveja acabou e me diverti até a hora que o dia clareou mais vezes do que poderia lembrar, mas mesmo assim me lembro. em 2008 morei na melhor cidade do mundo. em 2009 voltei com meu primeiro namorado. em 2009 terminei com meu primeiro namorado pela segunda vez porque havia conhecido meu segundo namorado. em 2009 comecei a namorar meu segundo namorado. em 2009 mudei de cidade pela segunda vez. em 2009 cai num buraco. em 2009 passei meu terceiro reveillon com as Marias. em 2010 comemorei um ano de namoro. em 2010 vi minhas amigas se espalhando por três estados. em 2010 entrei pra faculdade de história. em 2010 comecei a chamar os amigos do meu namorado de meus, e foi a melhor coisa que aconteceu no ano, so far. em 2010 vi minhas amigas se reunindo em volta da mesma velha mesa de bar e rindo mais alto que todos pela milésima vez, mas teve gostinho de primeira vez. em 2010 arrumei meu primeiro emprego. em 2010 fui demitida pela primeira vez. em 2010 larguei da faculdade. em 2010 meus pais se separaram. em 2010 passei no vestibular para pedagogia, numa faculdade particular. em 2010 passei para a segunda fase da Unicamp, para pedagogia, pela primeira vez.
e por enquanto é só isso.
o que posso dizer a mais é que:
em 2010 espero passar meu quarto reveillon com as Marias. em 2011 espero comemorar meu segundo ano de namoro. em 2011 espero voltar a faculdade e adorar o novo curso. em 2011 espero arrumar meu segundo emprego e ficar mais que um mês nele. em 2011 espero zerar Chrono Trigger. em 2011 espero passar me quinto reveillon com as Marias. em 2011 espero continuar muito amiga da Gisele, do Mateus, da Mônica, da Ruiva, do Zé, como sou a tantos anos. em 2011 espero ser feliz.
em 1990 nasci. em 1991 aprendi a falar e a andar. em 1991 ganhei uma irmãzinha. em 1993 fui para a escola pela primeira vez, por 2 dias. em 1995 fui para a escola pela segunda vez, por 13 anos. em 1996 tive minha primeira paixãozinha. em 1996 aprendi a ler e escrever. em 1998 li meu primeiro livro, A Mina de Ouro, da Maria Jose Dupre. em 1998 mudei de casa pela primeira vez. em 1998 apareci no programa da Eliana. em 1999 minha avó morreu, na noite de natal. em 2000 mudei de escola pela primeira vez, fui estudar em uma escola pública. em 2001 mudei de escola pela segunda vez, fui estudar em uma escola particular. em 2001 meu avô morreu, no dia em que eu tinha prova de informática. em 2002 ouvi Beatles pela primeira vez. em 2002 fiz amigos pela primeira vez. em 2002 tive minha primeira paixãozona. em 2002 comecei a cantar no coral da escola. em 2003 mudei de escola pela terceira vez. em 2004 comecei a jogar handball. em 2005 ganheimeu primeiro computador. em 2005 mudei da escola pela quarta vez, e foi uma das melhores coisas que já aconteceu nessa minha vida. em 2005 tomei a minha primeira dose de bebida alcoolica. em 2005 conheci minha melhor amiga. em 2005 tirei minha primeira nota vermelha. em 2005 larguei do coral. em 2005 cabulei aula pela primeira vez. em 2005 dei um beijo ao som de Lithium, Nirvana. em 2005 repeti de ano. em 2006 fui para balada pela primeira vez, com aqueles amigos que eu fiz em 2002. em 2006 vi Itapeva pela primeira vez. em 2006 'conheci' meu melhor amigo. em 2007 mudei de cidade pela primeira vez. em 2007 mudei de escola pela quarta vez. em 2007 me tornei uma Maria. em 2007 comecei a fazer Edificações. em 2007 passei meu primeiro reveillon com as Marias. em 2008 fiquei amiga da minha irmã. em 2008 tomei meu primeiro porre homerico. em 2008 eu era da começão de formatura e organizei uma festa para 300 pessoas em uma semana. em 2008 eu me apaixonei. e sofri a decepção amorosa mais ridicula da minha vida. e fiquei de coração partido três vezes mais tempo do que fui apaixonada. em 2008 larguei Edificações. em 2008 fui pela primeira vez ao Primo's. de muitas. em 2008 comecei a fumar. em 2008 fiquei com um cara por quem eu fui apaixonada um ano.em 2008 quebrei o coccix e a cara. em 2008 perdi a virgindade. em 2008 tive meu primeiro namorado sério. em 2008 terminei a escola. em 2008 tive um DIA 20. em 2008 terminei com meu primeiro namorado pela primeira vez. em 2008 passei meu segundo reveillon com as Marias. resumindo, em 2008 dancei até a hora que a banda parou, bebi até a hora que a cerveja acabou e me diverti até a hora que o dia clareou mais vezes do que poderia lembrar, mas mesmo assim me lembro. em 2008 morei na melhor cidade do mundo. em 2009 voltei com meu primeiro namorado. em 2009 terminei com meu primeiro namorado pela segunda vez porque havia conhecido meu segundo namorado. em 2009 comecei a namorar meu segundo namorado. em 2009 mudei de cidade pela segunda vez. em 2009 cai num buraco. em 2009 passei meu terceiro reveillon com as Marias. em 2010 comemorei um ano de namoro. em 2010 vi minhas amigas se espalhando por três estados. em 2010 entrei pra faculdade de história. em 2010 comecei a chamar os amigos do meu namorado de meus, e foi a melhor coisa que aconteceu no ano, so far. em 2010 vi minhas amigas se reunindo em volta da mesma velha mesa de bar e rindo mais alto que todos pela milésima vez, mas teve gostinho de primeira vez. em 2010 arrumei meu primeiro emprego. em 2010 fui demitida pela primeira vez. em 2010 larguei da faculdade. em 2010 meus pais se separaram. em 2010 passei no vestibular para pedagogia, numa faculdade particular. em 2010 passei para a segunda fase da Unicamp, para pedagogia, pela primeira vez.
e por enquanto é só isso.
o que posso dizer a mais é que:
em 2010 espero passar meu quarto reveillon com as Marias. em 2011 espero comemorar meu segundo ano de namoro. em 2011 espero voltar a faculdade e adorar o novo curso. em 2011 espero arrumar meu segundo emprego e ficar mais que um mês nele. em 2011 espero zerar Chrono Trigger. em 2011 espero passar me quinto reveillon com as Marias. em 2011 espero continuar muito amiga da Gisele, do Mateus, da Mônica, da Ruiva, do Zé, como sou a tantos anos. em 2011 espero ser feliz.
morte
ultimamente tenho tido um terror absoluto de morrer de repente, não sei porque.
não tenho medo de morrer deixando coisas para trás, ou morrer sem ter finalizado coisas que nem ao menos comecei e tudo o mais. nem tenho medo de sentir dor nem nada. nem de ser demorado.
eu tenho medo do que vem depois. e de não me acostumar. e de que seja realmente pra sempre, a pós-existência. afinal, me namorado foi viajar dia 8. só vou me reunir a ele QUEM SABE dia 28. e esse vinte dias me parecem a coisa mais angustiante do mundo. já se passaram mais de 10 dias e tem sido uma tortura. para quem sabe como nós somos, quem nos vê na nossa rotina, quem acompanha de perto e bastante, sabe o que um significa pro outro. e 20 dias sem ele me parece uma vida.
agora, imagine passar a eternidade sem ele? e sem minha irmã, pessoa da qual eu não me afastei por mais de sete dias consecutivos em 19 anos??? sem tumblr??? e eu lá sei se pode fumar lá pra onde eu vou? e eu lá sei se não vai ser o cigarro que vai me mandar pra lá??????
mas hoje eu tava pensando nisso DE NOVO, e li sem querer a seguinte frase, sobre a primeira vez que a gente encosta na mamãe pelo lado de fora: ' depois do medão que deve ter sido mudar de ambiente e plano, o quão confortável não tava aquele colo.' e eu fiquei refletindo sobre isso e é meio que assim que eu imagino ser morrer. mudar de ambiente e plano, drasticamente. será que haverá um colo de mamãe pra mim do outro lado?
não tenho medo de morrer deixando coisas para trás, ou morrer sem ter finalizado coisas que nem ao menos comecei e tudo o mais. nem tenho medo de sentir dor nem nada. nem de ser demorado.
eu tenho medo do que vem depois. e de não me acostumar. e de que seja realmente pra sempre, a pós-existência. afinal, me namorado foi viajar dia 8. só vou me reunir a ele QUEM SABE dia 28. e esse vinte dias me parecem a coisa mais angustiante do mundo. já se passaram mais de 10 dias e tem sido uma tortura. para quem sabe como nós somos, quem nos vê na nossa rotina, quem acompanha de perto e bastante, sabe o que um significa pro outro. e 20 dias sem ele me parece uma vida.
agora, imagine passar a eternidade sem ele? e sem minha irmã, pessoa da qual eu não me afastei por mais de sete dias consecutivos em 19 anos??? sem tumblr??? e eu lá sei se pode fumar lá pra onde eu vou? e eu lá sei se não vai ser o cigarro que vai me mandar pra lá??????
mas hoje eu tava pensando nisso DE NOVO, e li sem querer a seguinte frase, sobre a primeira vez que a gente encosta na mamãe pelo lado de fora: ' depois do medão que deve ter sido mudar de ambiente e plano, o quão confortável não tava aquele colo.' e eu fiquei refletindo sobre isso e é meio que assim que eu imagino ser morrer. mudar de ambiente e plano, drasticamente. será que haverá um colo de mamãe pra mim do outro lado?
![]() |
| Kat: What's it like to die? Casper: Like... being born, only backwards. |
Assinar:
Postagens (Atom)
